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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
 Vigors, 1824
Subfamília: Accipitrininae
 Vigors, 1824
Espécie: A. poliogaster

Nome Científico

Accipiter poliogaster
(Temminck, 1824)

Nome em Inglês

Gray-bellied Hawk


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Tauató-pintado

O tauató-pintado é um accipitriforme da família Accipitridae.

Conhecido também como tanatam-pintado e tauató.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) Accipiter = falcão, gavião; e do (grego) poliogaster, poliogastra, poliogastrus - polios = cinza; e gastër = barriga. ⇒ Gavião de barriga cinza.

Características

Mede cerca de 49 cm de comprimento. É a maior espécie do gênero Accipiter no Brasil. Os adultos apresentam os lados da cabeça e partes superiores preto-acinzentadas, garganta branca, barriga acinzentada e a cauda com três largas faixas cinzas, com a ponta branca. A plumagem juvenil imita o adulto de Spizaetus ornatus, possivelmente como defesa contra macacos grandes que poderiam predar o jovem no ninho, tendo em vista a imagem de forte predador que este último representa para os primatas. Indivíduos nesta plumagem juvenil já foram descritos erroneamente como espécie separada (Accipiter pectoralis).

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Alimenta-se principalmente de aves. Caça tanto no estrato inferior quanto no superior da floresta, voando de poleiro em poleiro, com pausas para observar a presa, para então mergulhar sobre a vítima. Após a captura, leva a presa em uma das garras (deixando a outra livre para pousar), indo a poleiro preferencial para então comer. Também realiza perseguições em capoeiras e borda de matas.

Reprodução

Sua biologia reprodutiva é pouco conhecida.

Hábitos

Habita regiões extensamente florestadas, bordas de florestas de galeria ou mesmo manchas de florestas. Aparentemente é raro e pouco conhecido em toda a sua área de ocorrência, acreditando-se que possa ser uma espécie migratória.

Distribuição Geográfica

Presente na Amazônia brasileira a leste dos rios Negro e Madeira e, localmente, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Encontrado também na Venezuela, Guiana, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Paraguai.

No Estado de São Paulo, onde a espécie encontra-se quase-ameaçada (NT), foi registrada em Floresta Alta de Restinga e em Floresta de Baixa-Encosta, na Área Rural do município de Peruíbe e em uma área de mata secundária no entorno da reserva do morro grande em Cotia-SP.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos